Ativistas da ONG Greenpeace pulverizaram tinta nas pedras da calçada da Place de l’Etoile, em Paris, na sexta-feira, para protestar contra o progresso modesto do acordo climático de Paris, adotado há dez anos.
Por volta das 11h15, notou um jornalista da AFP, estes ativistas, acompanhados pelos da Climate Justice Action e da COP21 Non-Violent Action, pulverizaram tinta laranja escura, com “pigmentos naturais”, “não prejudiciais e que desbota com a água”, segundo eles, o chão da praça onde está localizado o Arco do Triunfo, na rotunda no topo da famosa avenida dos Champs-Élysées.
Ativistas climáticos exibiram vários cartazes perto da rotatória. Um deles trazia a mensagem “10 anos de sabotagem climática”.
Eles se dispersaram quando a polícia chegou, enquanto os carros continuavam circulando na rotatória.
Adotado por quase todos os países do mundo na COP21 em 12 de dezembro de 2015, o Acordo de Paris estabeleceu o objetivo de manter o aumento da temperatura média global “bem abaixo de 2°C” em comparação com a era pré-industrial e continuar os esforços para contê-lo até 1,5°C.
No entanto, muitas vozes, incluindo a do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, reconheceram recentemente que o objectivo de 1,5°C não será alcançado a curto prazo.
A última COP realizada no Brasil em novembro também terminou com compromissos modestos, sem mencionar os combustíveis fósseis em suas conclusões.

“Temos que fazer coisas espetaculares que atraiam a atenção dos jornalistas, das pessoas e do Estado para que as pessoas falem sobre isto. É um pouco doloroso, mas é isso que é hoje a resistência dos cidadãos, é encontrar formas inovadoras de chamar a atenção para estes assuntos”, explicou à AFP Jason Temaui Man, um ativista polinésio pró-clima que participou na ação organizada pelo Greenpeace.
O Ministério da Transição Ecológica, por sua vez, pretende comemorar os dez anos do Acordo de Paris com mesas redondas, na presença do Ministro das Relações Exteriores Jean-Noël Barrot e do ex-presidente da COP21, Laurent Fabius.