O projeto de orçamento da Segurança Social foi em grande parte reescrito pelos deputados, que cortaram grande parte das poupanças inicialmente previstas.
Suspensão da reforma previdenciária, horas extras, imposto sobre seguros mútuos… Eis as principais medidas do texto que a Assembleia vota na terça-feira.
– Aposentadorias –
O projeto de lei suspende até janeiro de 2028 a marcha rumo à idade legal de aposentadoria de 64 anos. A geração nascida em 1964 sairia com 62 anos e 9 meses em vez de 63. E com 170 quartos contribuídos em vez de 171.
A aplicação da reforma seria então retomada, com um atraso de um quarto.
O texto contém também medidas destinadas a melhorar a promoção, após a reforma, das carreiras das mulheres que tiveram filhos.
– Paradas de trabalho –
A Assembleia adotou uma limitação à duração das paragens laborais: não podem ultrapassar um mês para uma primeira prescrição e dois meses para cada renovação.
– Renda de capital –

Após múltiplas negociações, a Assembleia adoptou um compromisso entre esquerda e direita: aumentar a contribuição social geral sobre o capital, um imposto que financie a protecção social, reduzindo o âmbito do aumento.
A esquerda votou a favor de um aumento de 9,2% para 10,6%, para um rendimento de 2,8 mil milhões. A Assembleia restringiu-o, excluindo entre outras coisas PEL, seguros de vida e outras receitas de aluguer. Com uma rentabilidade reduzida para 1,5 mil milhões de euros.
– Ao longo do tempo –
Por iniciativa dos republicanos, a Assembleia alargou às empresas com mais de 250 trabalhadores a dedução das contribuições patronais sobre horas extraordinárias.
– Sobretaxa sobre sociedades mútuas de seguros –
Inicialmente derrotado, o governo conseguiu finalmente adoptar um imposto excepcional sobre os seguros complementares de saúde, no valor de mil milhões de euros, com o apoio dos socialistas. Mesmo que alguns dos deputados, principalmente de esquerda, estejam preocupados com o impacto final sobre os segurados.
– Economia muito divisiva –
Inflamável, o congelamento das pensões de reforma e dos mínimos sociais, que deverá gerar 3 mil milhões de euros, foi eliminado.
A retirada da isenção de contribuições para novos aprendizes e a criação de contribuição patronal sobre o vale-refeição também foram rejeitadas pelos deputados.
O governo também anunciou que renuncia à duplicação das franquias médicas por decreto, sem aprovação parlamentar, e continua a ser paga pelos pacientes, por exemplo, em caixas de medicamentos.
– Despesas com seguros de saúde, défice –

O aumento da meta nacional para despesas com seguros de saúde (Ondam) foi inicialmente de 1,6% (265,9 mil milhões de euros em 2025). Muito insuficiente, segundo parlamentares e alguns interessados, para monitorar os gastos necessários ao hospital e à cidade.
O governo disse que pretendia, em última análise, +3%, um anúncio interpretado como um gesto para com os ambientalistas.
Um deputado da LR vê isso principalmente como a tradução da renúncia à duplicação de franquias: “aumenta o seu Ondam, já que você terá mais despesas e menos receitas. É dinheiro falso”.
Quanto ao défice da Segurança Social, segundo pessoas próximas da ministra das Contas Públicas, Amélie de Montchalin, oscilaria entre 18 e 19,5 mil milhões de euros dependendo do texto final. Mas contando com 4,5 mil milhões transferidos dos cofres do Estado para os da Segurança Social, adiando, segundo a direita, o problema.
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