Donald Trump pretende desempenhar um papel na aquisição da Warner Bros pela Netflix. O presidente disse que a fusão “poderia ser um problema depois de receber Ted Sarandos, um dos CEOs da Netflix, na Casa Branca. Este é um sinal claro de que a aquisição promete estar repleta de armadilhas…

Na semana passada, a Netflix anunciou planos de adquirir a Warner Bros. Discovery e a HBO Max por US$ 82,7 bilhões. Tal como explica a gigante do streaming, esta aquisição “reúne duas empresas pioneiras no entretenimento” e ainda terá de obter a aprovação das autoridades reguladoras americanas. Não é de surpreender que os reguladores estejam preocupados que a Netflix acabe assumindo uma posição quase monopolista susceptível de sufocar a concorrência. Nos Estados Unidos, vários reguladores, incluindo a Federal Trade Communication, estão em condições de lançar uma análise antitrust aprofundada da fusão. No papel, os reguladores têm o poder de colocar obstáculos no caminho da Netflix.

Poucos dias após o anúncio, vários governantes eleitos norte-americanos, tanto do lado democrata como do republicano, criticaram a manobra da Netflix. A senadora democrata norte-americana Elizabeth Warren, especialista em questões concorrenciais, considerou mesmo que a aquisição da Warner é um “pesadelo antitruste”. As reacções negativas multiplicaram-se através do Atlântico, ao ponto de Donald Trump se deu ao trabalho de mencionar a aquisição durante a cerimônia cultural anual Kennedy Center Honors, que aconteceu em Washington no domingo, 7 de dezembro de 2025.

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Uma aquisição que “poderia ser um problema”

O presidente americano afirma que a planejada aquisição da Warner Bros pela Netflix “poderia ser um problema” devido a o tamanho que a coisa toda levaria no mercado de entretenimento. Donald Trump acrescenta que a Netflix já tem um “quota de mercado muito grande”. A Netflix de fato se estabeleceu como número um no mercado de VOD, com 301,6 milhões de assinantes pagantes em todo o mundo. A aquisição prevê que a gigante do streaming absorva o HBO Max, uma das principais plataformas rivais, com 128 milhões de assinantes.

O republicano especifica que o acordo “terá que seguir um processo” e isso“vamos ver o que acontece”. Ele se compromete a ter sua opinião na decisão autorizar ou não a recompra. Antes do processo regulatório, Trump já recebeu na Casa Branca Ted Sarandos, um dos executivos da Netflix.

O acordo deve primeiro ser aceito pelos acionistas da Warner Bros. Depois, as agências americanas que monitoram a concorrência analisarão oficialmente a questão. Na Europa, a Comissão Europeia e outros reguladores também farão uma análise semelhante, tal como fizeram para outras grandes fusões. Em caso de falha regulatória, a Netflix pagará US$ 5,8 bilhões em compensação à Warner.

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Por: Ópera



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