Olhos escondidos atrás de uma venda com as palavras “Procurado”, o rosto do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ilumina-se no ecrã publicitário móvel instalado pela Amnistia Internacional perto da entrada do Fórum Mundial em Haia. Sexta-feira, 5 de dezembro, delegados dos 125 estados membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) afluem ao centro de conferências para concluir a sua reunião anual.
Seis juízes e três procuradores foram colocados sob sanções pelos Estados Unidos em 2025, “assim como terroristas e traficantes de drogas”denunciou a Presidente do Tribunal, Tomoko Akane, no dia 1er Dezembro, no pódio. A culpa é deles: terem emitido mandados de prisão contra autoridades israelitas e validado uma investigação sobre os alegados crimes das forças americanas no Afeganistão na década de 2000. Em Haia, a assembleia espera encontrar uma solução para evitar outras represálias prometidas pelos Estados Unidos. Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro, Washington tem vindo a destilar sanções pouco a pouco. A última, decidida em Setembro, tem como alvo três ONG palestinianas, Al-Haq, Al-Mezan e o Centro Palestiniano para os Direitos Humanos (PCHR), que documentam os crimes de Israel e cooperam nas investigações do procurador do TPI.
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