Ao centro, Laurent Laffite em “La Cage aux Folles”, de Olivier Py, no Théâtre du Châtelet, em Paris, em dezembro de 2025.

A gaiola malucarevisado por Olivier Py, marca o triunfo de Laurent Lafitte e lança um vibrante apelo à tolerância. Sexta-feira, 5 de dezembro, para a estreia desta tão aguardada comédia musical, o público do Théâtre du Châtelet aplaudiu de pé esta versão cantada e dançada, criada na Broadway em 1983, agora traduzida e dirigida pelo diretor do teatro parisiense.

No personagem cult de Albin-Zaza, Laurent Lafitte ganha destaque quando o ex-residente da Comédie-Française se destaca não só pela atuação – com muita sinceridade, com a dose certa de exuberância – mas também pela facilidade em vestir trajes cintilantes, pela precisão dos gestos e pela capacidade de cantar com confiança.

Ele, que há muito sonhava em fazer esse papel, usa cílios postiços, salto alto e perucas, ruivas ou loiras, com perfeição. Ele tem tanto prazer em encarnar esse travesti tão vivo e comovente que ficamos fascinados por ele e por seu sorriso expressivo. “O mundo é menos nojento coberto de strass”canta o ator, descendo a escadaria luminosa do cabaré La Cage aux Folles, acompanhado por doze Cagelles formando a trupe de travestis e o coro do musical. O programa promete ser um interlúdio alegre num mundo de valentões onde o populismo conservador está em ascensão em todos os lugares.

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