Uma investigação judicial foi aberta na sexta-feira, 5 de dezembro, um dia após o sobrevoo da base submarina de Île Longue, que alberga submarinos nucleares franceses no porto de Brest (Finistère), por pelo menos cinco drones não identificados. Mas as autoridades francesas optaram mais uma vez por permanecer extremamente cautelosas na atribuição destas intrusões. Apesar dos disparos de interferência que o batalhão de fuzileiros navais que assegura a protecção desta base teve de realizar para os interceptar, a ministra das Forças Armadas, Catherine Vautrin, manteve, na sexta-feira, a linha firme defendida pela França desde a multiplicação destes casos: nenhuma atribuição sem provas.
“Qualquer voo sobre uma pegada militar é proibido em nosso país (…)por trás há uma denúncia, há uma investigação e é a investigação que permitirá determinar o que foi, em última análise, esse sobrevoo. Então, nesta fase, sem atribuição, não irei mais longe”justificou Mmeu Vautrin durante uma viagem a Mérignac (Gironde). Uma posição em linha com a adoptada após sobrevoos de drones detectados desde finais de Setembro sobre o campo de Mourmelon (Marne), a fábrica de pólvora explosiva Eurenco localizada em Bergerac (Dordonha), ou mesmo um comboio de tanques Leclerc que regressavam de um exercício da Organização do Tratado do Atlântico Norte, perto de Mulhouse (Alto Reno).
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