O governo comprometeu-se na sexta-feira a não fazer qualquer aumento das franquias médicas nem no orçamento da Segurança Social, actualmente em estudo na Assembleia Nacional, nem por decreto posterior, declarou a sua porta-voz Maud Bregeon.

“Não há maioria para aumentar as franquias, portanto (…) não haverá aumento das franquias médicas no orçamento que está sendo estudado hoje”, assegurou Maud Bregeon no TF1.

Questionada sobre a possibilidade de um aumento ser posteriormente aprovado por decreto, prometeu que o governo “não prescindirá de parlamentares”.

“Por outro lado, tenham cuidado, se abandonarmos esta medida (…), teremos de encontrar medidas de poupança para resolver, porque a questão da meta do défice que queremos, cerca de 20 mil milhões de euros, não mudou”, alertou o porta-voz.

Enquanto o ex-primeiro-ministro Michel Barnier (LR) afirma em Les Echos que não votará o orçamento da Segurança Social “tal como está”, Maud Bregeon questionou-o: “qual é a alternativa?”. “Como fazemos isso já que nenhuma lei especial é possível?”, questionou sobre esta ferramenta que permite ao Parlamento autorizar o Estado a renovar o seu orçamento do ano anterior como acontece no dia 1 de janeiro.

“Ontem voltou a haver progresso na questão do CSG (do capital) e vamos continuar, faltam muitas horas de debate na Assembleia Nacional”, lembrou.

A Assembleia deve decidir na sexta-feira sobre a parte das receitas do orçamento da Segurança Social, um dia depois de um dia marcado por intensas negociações entre o governo e os deputados, que resultaram nomeadamente na adoção de um compromisso sobre a questão fundamental do aumento da contribuição social generalizada sobre os rendimentos de capital.

A adopção da parte relativa às receitas é crucial, uma vez que a sua rejeição significaria a rejeição de todo o texto e resultaria numa terceira leitura, ela própria decisiva.

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