
Cerca de sessenta profissionais manifestaram-se quinta-feira em Paris para exigir que as caldeiras de biomassa (lenha e pellets) beneficiem da principal ajuda à renovação energética oferecida no âmbito do sistema MaPrimeRénov’, notou um jornalista da AFP.
“Exigimos tratamento igual nos subsídios”, disse à AFP Hervé Le Horgne, porta-voz do Sindicato Francês dos Fabricantes de Caldeiras de Biomassa (SFCB), organizador do evento.
Durante uma audiência perante os deputados na manhã de quinta-feira na Assembleia Nacional, o ministro da Habitação, Vincent Jeanbrun, lembrou que as caldeiras de biomassa foram excluídas da ajuda à renovação energética por gesto (quando apenas um tipo de trabalho é realizado) numa lógica de “reorientação” dos subsídios do MaPrimeRénov, que enfrenta dificuldades orçamentais.
Na manhã de quinta-feira, cerca de sessenta profissionais do setor manifestaram a sua indignação e incompreensão na rue de Constantine, em Paris, a poucos passos da Assembleia. Instalaram cerca de dez caldeiras no local de encontro, entre placas que indicavam nomeadamente “madeira, energia do poder de compra”.
“A caldeira a lenha é dez vezes menos intensiva em carbono do que a caldeira a gás ou a combustível”, destacou Hervé Le Horgne, que elogiou ainda o custo da energia local “três vezes mais barato que a eletricidade”.
“As nossas fábricas encontram-se com excesso de capacidade e isso coloca problemas económicos aos intervenientes industriais, que demoram a modificar as suas linhas de produção”, sublinhou este profissional, preocupado com a possível queda de um setor que já vende “quatro vezes menos caldeiras” do que em 2022.