A marca da atenção é notável, mas nada indica que ela será seguida de efeitos. Xi Jinping não se contentará em receber Emmanuel Macron no ambiente muito formal do Palácio do Povo, na Praça Tiananmen, em Pequim. O presidente chinês também acompanhará o seu homólogo francês numa visita de Estado à China, de quarta-feira, 3 de dezembro, a sexta-feira, 5 de dezembro, numa cidade provincial. Depois de Xangai, em 2019, e de Guangzhou, em 2023, desta vez irão para Chengdu, capital de Sichuan, para um intercâmbio um pouco menos formal.
Estas considerações não nos impedirão de abordar as disputas que se acumulam, com posições muitas vezes inconciliáveis. A Ucrânia é o exemplo mais óbvio, numa altura em que Donald Trump procura apressar um acordo de paz, correndo o risco de se alinhar com as posições de Vladimir Putin: quase quatro anos após a invasão russa, Pequim nunca vacilou no seu apoio diplomático e industrial ao esforço de guerra russo.
A China continua a entregar peças de drones que dão a Moscou uma vantagem no terreno. O diário britânico Tempos Financeiros chegou a revelar, sábado, 29 de novembro, que o dono de uma fabricante chinesa de componentes para drones havia adquirido participação direta na importadora russa de peças Rustakt, responsável pela produção do VT-40, que se tornou um importante drone de ataque no front.
Você ainda tem 85,04% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.