Tom Stoppard em Nova York, em 1992.

“Quero provar que você pode lidar com assuntos sérios jogando uma torta de creme no palco por horas”disse Tom Stoppard. O multipremiado dramaturgo e roteirista britânico dedicou sua vida à revisitação da linguagem, nutrindo seus diálogos cômicos com teorias filosóficas ou científicas. Tanto que sua arte desviada da escrita gerou a expressão da “Mecânica Stoppardiana”onde a lógica matemática convive com o absurdo para resolver problemas existenciais. Em Stoppard, leitor ávido de Ludwig Wittgenstein, o motor dramático estava bem escondido sob o capô, como um “equação” – ele mesmo usou essa palavra.

Homem inteligente, Tom Stoppard morreu em 29 de novembro em sua casa em Dorset, no sudoeste da Inglaterra, aos 88 anos. Nascido Tomas Sträussler, na Tchecoslováquia, em 3 de julho de 1937, ele cresceu em uma família judia forçada ao exílio devido ao avanço nazista. O jovem chegou à Inglaterra no final da guerra, depois de ter vivido em Singapura e na Índia. Seu pai, um médico, morreu, morto pelos ocupantes japoneses. A criança adotaria o nome do segundo marido de sua mãe, Kenneth Stoppard, um oficial britânico. Seus estudos são breves. Deixou a escola aos 17 anos e, após uma curta carreira como jornalista e crítico, fez as primeiras incursões na escrita de peças para televisão.

Você ainda tem 77,24% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *