Com o smartphone em modo avião colado com adesivos no peito, por cima do pijama, o paciente adormece. Integrados ao telefone, o girômetro, o microfone e o acelerômetro detectam seus movimentos, sua respiração, seus batimentos cardíacos, seu ronco. Tantos parâmetros são necessários e suficientes para que a inteligência artificial do aplicativo Apneal estabeleça uma triagem diagnóstica inicial em relação à apneia do sono. Armazenados em servidores europeus seguros e não no próprio telefone, os dados do paciente podem então ser partilhados com o seu médico, se assim o desejarem.

Relógios ou anéis conectados, sensores para instalar em si mesmo ou na roupa de cama, dispositivos médicos capazes de detectar a apneia do sono com maior ou menor precisão se multiplicaram desde 2020. Mas a Apneal, da empresa de mesmo nome, é a primeira a não utilizar outro dispositivo além dos sensores básicos presentes em todos os smartphones, baixando o aplicativo. De acordo com os resultados do estudo Apneal EASY, realizado em nove centros hospitalares (incluindo seis franceses, um alemão e dois espanhóis), os resultados são muito próximos dos do exame hospitalar de referência, a polissonografia. Ainda inéditos, os resultados do estudo Apneal EASY foram apresentados no congresso de 2025 da Sociedade Francesa de Investigação e Medicina do Sono (SFRMS), que decorreu de 19 a 21 de novembro de 2025, em Estrasburgo.

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