CARTA DE BRUXELAS

O Ministro do Orçamento da Região Bruxelas-Capital, Dirk De Smedt, em Bruxelas, 24 de outubro de 2025.

Um recorde mundial estabelecido pelos belgas será batido, quarta-feira, 3 de dezembro, pelos belgas. A região de Bruxelas-Capital está, de facto, prestes a ter um desempenho “melhor” do que o estado federal, que viveu sem um governo pleno durante 541 dias, entre 2010 e o final de 2011 – e até 589, segundo outra contagem. Desde as eleições de 9 de junho de 2024, a região centro do reino está atolada numa crise política e financeira da qual ninguém consegue ver um resultado e que agora representa a ameaça de um “shutdown”. Uma “parada”, daquelas paralisias que ocasionalmente os Estados Unidos enfrentam e que podem impedir notavelmente o pagamento dos salários dos funcionários públicos.

Em Bruxelas, o risco é ” real ” e poderá materializar-se em Abril de 2026, disse, quinta-feira, 27 de Novembro, Dirk De Smedt, o ministro do Orçamento, um liberal flamengo. Faltaram poucas horas para o banco ING anunciar que iria cortar a linha de crédito da potência regional e poucos dias depois de uma decisão idêntica tomada por outro banco, o Belfius. Em Junho, a agência de classificação Standard & Poor’s baixou a classificação da região, o que corre o risco de complicar o seu acesso aos mercados financeiros. Os políticos levantaram, portanto, a necessidade de elaborar um orçamento de austeridade, com poupanças de mil milhões de euros. Sete meses depois, nada progrediu.

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