Ursula von der Leyen, a Presidente da Comissão Europeia, sabia que a batalha pelo próximo orçamento comunitário (2028-2034) seria muito difícil. O exercício é sempre entre os defensores da ortodoxia orçamental e os defensores de mais gastos. Mas desta vez, promete ser ainda mais difícil porque Ursula von der Leyen quis rever completamente a estrutura da lei financeira europeia e muitos intervenientes, a começar pelas regiões e pelos agricultores, temem ser perdedores no caso.
Quinta-feira, 30 de Outubro, o ataque partiu do Parlamento Europeu, que terá de validar o texto por maioria, e mais precisamente dos presidentes dos três grupos políticos que constituem a maioria centrista em que Ursula von der Leyen pode contar dentro do hemiciclo – Manfred Weber, pelo Partido Popular Europeu (PPE), Iratxe Garcia Perez pelos sociais-democratas (S&D) e Valérie Hayer pelos liberais do Renew – bem como dos seus Verdes homólogo, Bas Eickhout. “O Parlamento não pode aceitar a proposta atual como base para negociações”escrevem numa carta dirigida hoje ao Presidente da Comissão.
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