Julie Fuchs (Edwige) e Adèle Charvet (sexta-feira) em “Robinson Crusoe”, de Jacques Offenbach, dirigido por Laurent Pelly, no Théâtre des Champs-Elysées, em Paris, 25 de novembro de 2025.

1867. Charles Baudelaire acaba de morrer, Alfred Nobel registrou a patente da dinamite e um primeiro navio oficial cruzou o Canal de Suez quando Jacques Offenbach criou Robinson Crusoé, no dia 23 de novembro, no palco da Opéra-Comique, em Paris. O compositor franco-alemão (1819-1880) era então um homem de sucesso cuja última opereta, Grã-duquesa de Gérolstein, tinha acabado de triunfar alguns meses antes no Théâtre des Variétés. Mas ele aspira, como Robinson, a outras conquistas.

Incapaz de pousar na Ópera de Paris, onde reinava a grande ópera francesa de Meyerbeer, ele rumou para a Opéra-Comique. O local é inteiramente dedicado ao gênero lírico, que lhe dá o nome, tipicamente francês, que combina canto e teatro falado. “Semi-romântico, semi-comida e semi-absurdo, Robinson é um objeto lírico não identificado, que inconscientemente prefigura o musical da Broadway”, resume com prazer o maestro Marc Minkowski nesta tarde chuvosa de domingo, 23 de novembro.

Os seus Músicos do Louvre ainda não estão lá, e é a pianista e diretora de canto Edwige Herchenroder quem toca a partitura no fosso do Théâtre des Champs-Elysées, onde, desde 3 até 14 de dezembro, as seis apresentações de Robinson Crusoé, dirigido por Laurent Pelly.

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