É ao Reino de Tonga que hoje os levo. Na Polinésia. No Pacífico Sul. Porque é o local ideal para observar baleias jubarte. E porque foi aí que um boato começou recentemente. Aquele que diz que um bezerro albino escorregou entre os baleias jubarte que freqüentam Tonga durante o temporada reprodução, como parte de sua migração.
É mais que um boato. A informação foi confirmada por imagens excepcionais.
Uma observação incomum
“Excepcional”Sim. Porque o fenômeno é raro. Principalmente nas baleias jubarte. Apenas um em cada 40 mil nasce albino. Entenda com muito pouco ou nenhum pigmento para colorir sua pele. Daí a sua cor branca imaculada.
O que é ainda mais excepcional é que as imagens recolhidas acabaram por mostrar que do lado do Reino de Tonga não havia um bezerro albino, mas sim dois: Mãhina e Siale. Os cientistas descobriram isso quando descobriram aquele que consideravam único com duas mães diferentes.
Uma baleia albina à deriva?
O que preocupa os pesquisadores é que perceberam que Siale está se deslocando para o norte, quando deveria estar a caminho da Antártida, onde encontrará comida. As imagens já mostram isso “um pouco magro”. Então, eles planejam monitorá-la de perto.
Mas não muito perto. Porque os investigadores também lembram aos turistas que não se aproximem da baleia jubarte albina e menos ainda que tentem alimentá-la. Para não colocá-la em maior perigo. Porque já é cor o branco torna-o anormalmente visível e isso não é feito para facilitar a vida.