Um pouco como o microplásticostambém estão se acumulando evidências do acúmulo dessas pequenas partículas em todo o nosso corpo. Na revista Medicina Cerebralos pesquisadores discutem hoje os números preocupantes publicados recentemente por pares na revista Medicina da Natureza.

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É pior do que pensávamos: há mais microplásticos no cérebro do que nos rins ou no fígado!
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Este trabalho revelou que o cérebro humano contém agora o equivalente a uma colher de sopa de microplásticos e nanoplásticos (MNP). Isso é 7 a 30 vezes mais do que o fígado ou os rins. E os investigadores encontraram-nos particularmente nos cérebros de pessoas com demência.
Outra informação alarmante: em menos de 10 anos, estas concentrações de microplásticos no nosso cérebro explodiram. “Este aumento reflete o aumento exponencial que estamos vendo nos níveis ambientais de microplásticos”observa Nicholas Fabiano, pesquisador do departamento de psiquiatria da Universidade de Ottawa (Canadá). Ele é o principal autor da discussão em que sua equipe oferece algumas estratégias para reduzir nossa exposição.
“A água engarrafada por si só pode expor as pessoas a quase tantas partículas de microplásticos todos os anos como todas as fontes ingeridas e inaladas combinadas”explicam os pesquisadores. O consumo de água da torneira poderia, assim, reduzir a ingestão de microplásticos de 90 mil para apenas 4 mil partículas por ano. Entre outras fontes que podem ser facilmente eliminadas: saquinhos de chá em plástico ou alimentos reaquecidos ou mesmo simplesmente armazenados em recipientes plásticos.
Finalmente determinar os efeitos dos microplásticos na saúde
Os pesquisadores também estão explorando maneiras que nosso corpo poderia encontrar para eliminar pelo menos alguns microplásticos ingeridos ou inalados. Lá suando poderia ser um desses. Mas ainda terá que ser confirmado. Entretanto, os cientistas apelam à priorização de todo o trabalho que ajude a compreender melhor as consequências a longo prazo da acumulação de microplásticos na saúde. “Porque poderíamos estar enfrentando uma das maiores ameaças ambientais que jamais enfrentaremos. E a maioria das pessoas não previu que isso aconteceria.”alertam os pesquisadores.