Foi há 60 anos. Em 26 de novembro de 1965, o foguete Diamant-A decolou de Hammaguir, na Argélia, trazendo a bordo o A1, um pequeno satélite de 40 kg apelidado de Asterix (a série do pequeno gaulês foi criada em 1959 por Goscinny e Uderzo). Ao entrar em órbita com sucesso, a França se torna a terceira potência espacial mundial, depois da URSS e dos Estados Unidos. Uma façanha.
Asterix ainda está em órbita ao redor da Terra
O principal objetivo desta missão única foi validar o bom funcionamento do lançador. Apesar dos danos que deixarão o satélite Asterix mudo, a missão é considerada um sucesso histórico. Sessenta anos depois, e embora inativo, Asterix ainda está em órbita ao redor da Terra. E desde 2015, um modelo em tamanho real do satélite dá as boas-vindas aos visitantes da Cité de l’espace em Toulouse. Exposto no Pavilhão de Exposições, já foi visto por quase 4 milhões de curiosos.
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Um engenheiro realiza as verificações finais do satélite A1, apelidado de Asterix, antes de seu lançamento em 1965. Crédito OFF-FILES/AFP.
Em breve será a vez da Idéfix
Asterix também é o pioneiro de uma tradição divertida: a de nomear objetos espaciais com nomes de personagens de histórias em quadrinhos. Obélix o sucedeu em 1979. Oficialmente denominado CAT-1, o primeiro satélite lançado por um foguete Ariane pesava 1,6 toneladas (“Quem é grande?”). Os dois gauleses obviamente não deveriam ser separados de seu querido cachorrinho: ufa, o rover franco-alemão Idéfix deverá decolar em direção a Fobos, a lua de Marte, em 2026…