O grupo americano de TI HP anunciou terça-feira, 25 de novembro, em comunicado à imprensa, planejando eliminar de 4.000 a 6.000 empregos até o final de 2028 como parte de um plano de adoção de inteligência artificial (IA) que deverá permitir aumentar a produtividade.
Isso poderia representar até pouco mais de 10% da força de trabalho do grupo Palo Alto (Califórnia), que conta com cerca de 58 mil funcionários, segundo seu último relatório anual. Esta é uma das primeiras vezes que uma grande empresa estabelece publicamente uma ligação direta entre as reduções de pessoal e a implementação de ferramentas de IA.
O plano trienal da HP deve “promovendo a satisfação do cliente, a inovação de produtos e a produtividade através da adoção e ativação da inteligência artificial” dentro do grupo, de acordo com o comunicado de imprensa. A HP pretende gerar, graças a esta iniciativa, aproximadamente um bilhão de dólares em economias anuais até o final de 2028. Os custos de reestruturação deverão atingir 650 milhões de dólares no total, incluindo 250 milhões para o ano financeiro escalonado de 2026 (de novembro a outubro).
Queda do mercado de ações
A HP nasceu em 2015 da cisão do histórico grupo de TI Hewlett-Packard, fundado em 1939 e então em processo de reestruturação. A empresa decidiu abrigar suas atividades de infraestrutura, software e serviços empresariais na HPE, enquanto computadores pessoais e impressoras foram encontrados na HP.
Nos últimos dez anos e com a dissolução da Hewlett-Packard, a HP viu os seus números aumentarem apenas 7%. Muitos observadores prevêem que a generalização da IA generativa levará à eliminação de numerosos empregos, com alguns acreditando que este movimento poderá ser parcial ou totalmente compensado pela criação de novas funções e profissões.
Wall Street reagiu mal a este anúncio, aliado à publicação de metas inferiores às expectativas dos analistas para o ano fiscal de 2026, e no pregão eletrônico após o fechamento da Bolsa de Valores de Nova York, as ações da HP caíram quase 6%. O grupo anunciou que estas projeções, consideradas decepcionantes pelo mercado, incluíam “custos adicionais relacionados” direitos aduaneiros instituídos pelo governo de Donald Trump para produtos importados para os Estados Unidos.