Robert Gildea é professor emérito de história contemporânea na Universidade de Oxford. Ele é um especialista na história da França e da Europa no século XIX.e e XXe séculos. A terceira edição do livro França desde 1945 (Oxford University Press) (em inglês) foi lançado em 28 de agosto.
França é glória. Pensamos nas vitórias de Luís XIV, de Napoleão Bonaparte na Pont d’Arcole, dos companheiros da Libertação, da ordem cavalheiresca do General de Gaulle. A França também é grandeza. Pensamos no Império Napoleónico, imitando o Império Romano, com o seu Arco do Triunfo e o código civil, e no Império Ultramarino Francês, das Antilhas à África e do Levante à Indochina. De Gaulle chegou a escrever, no início de seu Memórias de guerraque “A França não pode ser a França sem grandeza”.
Ironicamente, de Gaulle escreveu estas linhas em 1954, ano da derrota de Dien Bien Phu e do início da Guerra da Argélia. Enquanto na Grã-Bretanha nos banhamos numa ilusão de grandeza imperial e nem sequer percebemos o nosso lento declínio, a França permanece perfeitamente consciente das suas derrotas e muitas vezes teve de subir dolorosamente para recuperar a sua posição. Tomou Argel quinze anos depois da derrota em Waterloo e começou a recompor o seu império colonial doze anos depois do de 1870-1871. Cinco anos após a derrota de 1940, Gaston Monnerville lembrou à Assembleia Consultiva Provisória que “sem o Império, a França não seria um país libertado. Graças ao seu império, a França é um país vitorioso”.
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