“Empurre, chico!” » Um garotinho asteca sem nome, retratado de perfil e com espigas de milho na cabeça, é brutalmente empurrado para o lado por um espanhol. A página mal foi virada quando o estilo mudou: glifos indianos coloridos dão lugar a caixas pretas e brancas, hachuras e perspectivas. Isso é realmente uma história em quadrinhos? Sem dúvida, porque há bolhas, mesmo que as palavras surjam de vez em quando nas margens ou no meio dos pergaminhos; e caixas, mesmo que a história às vezes dispense-as, preferindo ilustrações vastas em páginas duplas inteiras, que prontamente imaginamos provenientes de grandes tiras de papel rachado.
O leitor fica tão chateado aqui quanto o pequeno asteca. O ano é 1539, um mundo persegue o outro. A Espanha católica toma posse do México, dos seus habitantes e das suas almas. “Acompanhamos esse personagem no primeiro capítulo, até seu batismo, explica Jean Dytar, 41 anos, autor de Trilhas Anáhuac, quando o encontrarmos na Gare de Lyon, em Paris, no início de outubro. Nesse ponto, ele imediatamente se torna tridimensional e é desenhado com hachura. »
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