Embora recompensado por seu trabalho como diretor, o ator americano da série “Yellowstone” nunca ganhou um Oscar de Melhor Ator. Uma decisão injusta ou merecida?

Kevin Costner nunca ganhou um Oscar de Melhor Ator. Injusto ou merecido dada sua rica carreira?

Apenas uma indicação em 45 anos de carreira!

Warner Bros.

Kevin Costner só foi indicado ao Oscar de Melhor Ator uma vez, foi por seu papel como soldado pró-nativo americano no oeste Danças com Lobos em 1991. Foi o papel de sua vida e, naquele ano, ele competiu com Robert De Niro em L’Eveil, Gérard Depardieu em Cyrano de Bergerac, Richard Harris em The Field e Jeremy Irons em Le Mystère Von Bulow.

É este último quem ganha a preciosa estatueta, deixando Costner sem esse reconhecimento do seu talento como ator. Até hoje, ele nunca mais foi nomeado e nunca o foi durante sua carreira. Mas por que?

Um dos motivos: seu caráter forte?

Paramount +

Kevin Costner sempre foi um estranho em Hollywood, recusando-se a jogar o jogo das grandes estrelas americanas. O ator prefere andar a cavalo em seu rancho em Aspen, Colorado, em vez de correr para estreias em Nova York ou Los Angeles.

Além disso, Costner mostrou desde o início de sua carreira que não se deixaria enganar pelo bem oleado sistema de Hollywood, buscando a aprovação do roteiro e/ou do cineasta com quem trabalha, não hesitando em reescrever roteiros sem a opinião de ninguém ou em defender sua visão a todo custo.

Uma reputação que pode ter influenciado a raridade de suas indicações ao Oscar.

Quando poderia (deveria?) ter tido isso?

Warner Bros.

Além de Danças com Lobos, pelo menos quatro filmes vêm à mente quando se imagina quais papéis poderiam ter rendido a Costner o prêmio de Melhor Ator. Se voltarmos um pouco no tempo, podemos pensar em sua interpretação impecável de Eliot Ness contracenando com atores experientes como Sean Connery ou Robert De Niro em Os Intocáveis, que poderia ter lhe rendido o Oscar já em 1988, mas talvez ainda um pouco no início de sua carreira.

3 anos depois, Costner interpretou Jim Garrison em JFK, o promotor que defendeu a teoria da conspiração no assassinato do presidente americano John Fitzgerald Kennedy em 1963. O filme foi bastante polêmico antes e durante seu lançamento, com críticos e alguns jornalistas contestando alguns dos fatos presentes no longa-metragem de Oliver Stone.

Isso não impedirá que o longa-metragem receba 8 indicações ao Oscar, mas nenhuma para Costner. É preciso dizer que naquele ano a categoria Melhor Ator já contava com Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes), Warren Beatty (Bugsy), Robert De Niro (Os Nervos), Nick Nolte (O Príncipe das Marés) e Robin Williams (Fisher King).

Depois do comovente Até o Fim do Sonho, papel que realmente falou ao povo americano e poderia ter lhe rendido reconhecimento, sua atuação como sequestrador de gângster em fuga descobrindo um instinto paternal em Um Mundo Perfeito de Clint Eastwood também poderia ter sido elogiada, principalmente com o arco redentor de seu personagem, mas nada a ver: Costner continuará banido das indicações.

Bem, nem todos eles!

Vale destacar ainda que Costner ganhou dois Oscars, de Melhor Filme e Melhor Diretor por Danças com Lobos, seu primeiro trabalho como diretor. O ator fará isso novamente em Postman (1997), Open Range (2003) e nas duas primeiras partes da saga Horizon, das quais apenas um capítulo chegou à França.

Os fracassos colossais de Waterworld e Postman também colocaram Costner “banido” por alguns estúdios americanos. É através da televisão, especialmente com Yellowstone, que ele voltou às boas graças deles.

Na ausência de um Oscar, o Emmy foi menos cauteloso e concedeu a Costner o prêmio de Melhor Ator em Minissérie por seu papel como Anse Hatfield na minissérie de faroeste Hatfields & McCoys em 2012.

O que você acha da carreira de Kevin Costner? Ele teria merecido um Oscar de Melhor Ator ou merece esperar por um possível prêmio honorário daqui a dez anos para toda a sua carreira?

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