5 papéis que forjaram o mito do BB
administrador
Seg 03/05/2018 – 17:29
Brigitte Bardot nos deixou no dia 28 de dezembro. Uma retrospectiva de 5 filmes que criaram uma atriz lendária.
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E Deus criou a mulher (1956)
Em uma cena de dança selvagem onde ela transforma Curd Jürgens e Jean-Louis Trintignant Brigitte Bardot torna-se BBa noiva dos franceses e uma obsessão masculina global. Nos anos 50 só havia uma para ela, Marilyn, Gina e Sophia. Livre, sexy, atrevida, dominadora, “La Bardot” desempenhará um papel importante na emancipação das mulheres que definirá a década seguinte.

Em caso de infortúnio (1958)
Aqui novamente uma cena (censurada na época): aquela em que Bardot levanta a saia diante da expressão atordoada de Gabin, exibindo seu físico perfeito até a cintura. O novo mundo proclama o fim do antigo – o do patriarcado triunfante. Quase tão icônica (mas mais ousada) quanto a cena do levantamento da saia de Marilyn Monroe em Sete anos de reflexão (1955).

A verdade (1960)
Clouzot explora ao máximo o potencial erótico de BB (beirando a indecência) neste retrato de uma jovem provinciana maltratada pela rígida sociedade da época. Bardot é mais uma vez a encarnação de uma modernidade cujos excessos tememos.

Privacidade (1962)
Um autorretrato em forma de psicoterapia, Bardot interpreta uma estrela assediada pelos paparazzi e querendo ter uma vida normal. Em uma cena (vivenciada por BB), um zelador de um prédio chama a heroína de “cadela”. “Um dia, gente boa vai te matar e ninguém vai reclamar. » Talvez entendamos por que ela acabou preferindo os animais aos homens…

Desprezo (1963)
O último papel importante de BB antes de seu desaparecimento gradual no início dos anos 1970. O ápice de uma carreira marcada pelo erotismo, pela liberdade e pela cultura pop. Godard faz dela uma mulher humilhada pelo seu homem intelectual, cuja cobardia e compromissos ela revelou, sob o seu exterior falso.