Os anos 90 nos deram uma série de vilões memoráveis ​​como T1000, Hannibal Lecter, Ghostface, Darth Maul e Agente Smith. Porém, existe um bandido de quem não falamos muito e que mesmo assim é um dos mais impactantes!

Em 1994, uma comédia americana marcou para sempre a história do cinema: A Máscara! Dirigido por Chuck Russell, o filme destaca as extraordinárias habilidades cômicas de Jim Carrey, que se torna uma estrela global após esse sucesso fenomenal. Na verdade, The Mask arrecada 351 milhões de dólares em receitas mundiais para um orçamento de 8 milhões!

Porém, se a comédia é especialmente boa pelas travessuras de seu ator principal, ela também pode se orgulhar de apresentar um vilão absolutamente memorável: Dorian Tyrell. Este último é interpretado pelo falecido Peter Greene, que nos deixou prematuramente no dia 12 de dezembro, aos 60 anos.

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Um vilão frio e emocionante

Quando falamos dos maiores vilões da tela grande, não necessariamente pensamos nele primeiro, mas sua atuação é realmente uma das mais marcantes. No início, não parece muito. Ele é um gangster clássico, frio, calculista, sedento de poder e dinheiro.

No entanto, ele é fisicamente atraente, o que o diferencia de outros vilões dos anos 90, que muitas vezes carregavam sobre si sua crueldade. Mas o que o torna extremamente interessante é o momento em que coloca a máscara.

Ao contrário de Stanley Ipkiss, cuja transformação é caricatural e cômica, a de Dorian é sombria, monstruosa e absolutamente aterrorizante. Isso cria imediatamente um contraste forte e memorável. O que é cativante aqui, e que muitas vezes é obscurecido devido às caretas malucas de Jim Carrey, é que Dorian é o espelho maligno do herói.

Na história, a máscara está ligada ao deus nórdico Loki e amplifica a personalidade de quem a usa. Stanley se torna exuberante, romântico e maluco. Quanto a Dorian, ele se torna brutal, megalomaníaco e destrutivo. Ele encarna, portanto, a versão “não filtrada” do poder corrupto, uma verdadeira oposição temática a Stanley Ipkiss.

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Uma ameaça palpável

Assim, o criminoso traz um tom mais sombrio a uma comédia bastante caricatural. Para se opor à versão Mask de Ipkiss, foi necessário injetar na história uma ameaça real, violência credível e tensão dramática real. É o papel de Dorian, que literalmente atira nas pessoas e demonstra uma crueldade indescritível, o que dá ao filme um contraste inesperado com o humor delirante de Jim Carrey.

Além disso, não terá passado despercebido a ninguém, mas o desenho da “máscara” de Dorian é completamente oposto ao de Stanley. Quando ele se torna a versão maligna do Máscara, o rosto do vilão fica mais anguloso, com bochechas encovadas, dentes grandes e tortos e um olhar gelado. Ele exala uma aura demoníaca verdadeiramente perturbadora e assustadora, onde Stanley é obviamente mais agradável, infantil e louco.

E claro, tudo isto não teria sido possível sem a presença carismática de Peter Greene. O ator interpreta Dorian com calma e intensidade severa. Ele não fica histriônico por um único segundo! Ele permanece sério até o fim, o que torna seu confronto com Jim Carrey ainda mais forte.

Um antagonista subutilizado?

Porém, se Dorian não é frequentemente citado entre os maiores vilões do cinema, certamente é devido à sua subexploração no filme. A história evita uma exploração psicológica que teria sido verdadeiramente fascinante, pois sabemos que a máscara revela e amplifica a personalidade de quem a usa.

Com Stanley vemos suas frustrações, seus sonhos e sua necessidade de existir, de superar sua timidez. Por sua vez, Dorian já é violento e ambicioso antes de colocar a máscara. O roteiro não se aprofunda em suas motivações profundas, em seu passado, em seus medos, nem no que a máscara realmente revela nele. Em última análise, ele continua sendo uma figura de vilão funcional, por mais marcante e carismático que seja.

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Na verdade, Dorian é visual e simbolicamente impressionante; no entanto, falta-lhe um pouco mais de tempo de tela na versão mascarada, profundidade psicológica e um confronto mais desenvolvido com Stanley. Ele incorpora um grande conceito de vilão, mas o filme continua focado na atuação cômica de Jim Carrey, e todo o resto fica em segundo plano.

Apesar de tudo, em seu estilo, esse bandido ainda continua sendo um dos melhores! E se essas poucas falas te deram vontade de ver O Máscara novamente, o longa está disponível na plataforma HBO Max.

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